Limoeiro recebe a Caravana da Mulher com palestra de “Gleide Ângelo”

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Na manhã desta segunda-feira (18), a Princesa do Capibaribe recebeu a Caravana da Mulher com palestra ministrada pela delegada do Departamento de Polícia da Mulher de Pernambuco, Gleide Ângelo. O auditório da Autarquia de Ensino Superior (Facal/AESL) estava lotado para prestigiar o tema: “Violência contra a mulher não tem desculpa, tem lei”. A ação foi promovida pelo Governo de Pernambuco, em parceria com a Prefeitura de Limoeiro, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, Secretaria Executiva da Mulher e Secretaria Estadual da Mulher.

Em sua conversa, Gleide buscou ampliar a conscientização em relação ao papel social no apoio às vítimas. “Ninguém na vida é nada sozinho, somos uma equipe, um grupo, um conjunto. Somos nós quem fazemos essa cultura de omissão e somos nós quem vamos mudá-la. A polícia não consegue sozinha visto que, muitas vezes, chegamos e encontramos já o feminicídio. Mas você, o vizinho ou a melhor amiga podem saber. O discurso de ‘briga de marido e mulher, ninguém mexe a colher’, faz de nós uma sociedade omissa e tolerante que nos criou para suportar tudo, inclusive a violência”, afirmou.

A delegada acrescentou que o Estado tem medidas protetivas e de acolhimento às mulheres que sofrem violência. De acordo com Gleide, foram registrados mais de 33 mil boletins de ocorrência em Pernambuco, ano de 2017, sendo 52% de injúria e ameaças. “Sabe o que a gente enxerga nisso? As mulheres não esperam mais o primeiro tapa para irem na delegacia, elas estão indo no primeiro grito, estão tendo consciência dos seus direitos. A vítima precisa se afastar do agressor e o estágio máximo de toda agressão é o feminicídio, quando a mulher é assassinada por quem acha que é dono dela”, sublinhou.

“No dia que a mulher se colocar não como objeto na mão de ninguém, mas sim como uma pessoa que tem vontade, ela vai mudar essa história. Se ela tivesse rompido todo esse processo no primeiro grito que levou, na primeira ameaça que recebeu, não se chegaria à morte. Não há justificativa, ele não é uma pessoa boa quando não está bêbado ou agiu com violência porque estava nervoso, estressado. O potencial agressor está presente nos pequenos detalhes, é preciso observar e estar atenta”, salientou Gleide.

Gleide Ângelo trouxe ainda ao público presente a importância da informação, da igualdade e da lei. ‘Nos tempos atuais, não cabe mais ignorância. A violência é silenciosa e lenta, às vezes quem sofre nem sabe. As mulheres são donas da própria vida e da própria felicidade, devem ser incentivadas a ocupar espaço. Querem igualdade e não superioridade. O lugar da mulher na sociedade não é onde determinam, o lugar da mulher é onde ela quiser”, concluiu.

Na composição da mesa, estiveram a coordenadora regional da Secretaria da Mulher, Taysa Andrade, a primeira-dama, Fabíola Pimentel, representando o prefeito João Luís Ferreira Filho, a delegada da Polícia Civil de Limoeiro, Betânia Tavares, a secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, Cristiane Barbosa, a secretária executiva da Mulher, Úrsula Nunes, o Pe. Elias Roque, Isabel Tavares do Centro de Assistência à Mulher (CAM) e a secretária executiva de Imprensa e Comunicação, representando os secretários do município, Mariana Silveira.

Caravana da Mulher – Gleide Ângelo e sua equipe já percorreram mais de 30 municípios no Sertão, Mata Sul, Mata Norte, RMR desde agosto de 2017 para a conscientização e debate sobre o tema de violência contra a mulher.

Lei Maria da Penha – Sancionada em 2006, conceitua cinco tipos de violência: a física, psicológica, moral (xingamentos, difamações, calúnias), sexual (também entre parceiros) e patrimonial (bens materiais) em relacionamentos domésticos (pessoas que vivem na mesma residência, sem necessitar grau de parentesco), relação familiar e relação íntimo familiar.

Como denunciar? Inicialmente, é aconselhável que a vítima vá a uma delegacia para denunciar o agressor. Se você é vítima de violência e tem medo, chame um amigo, familiar, um vizinho e ligue para a Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal – DISQUE 180. É importante ressaltar que, se a violência estiver ocorrendo naquele momento, ligue para o DISQUE 190 para que policiais compareçam à sua residência e conduza o agressor à delegacia.
No município de Limoeiro, orienta-se que a vítima procure a delegacia ou o CREAS e CRAS mais próximo de sua residência.
Já a Delegacia da Mulher possui uma equipe especializada para os registros das ocorrências e encaminhamento das mulheres à Rede de Enfrentamento à Violência.

Telefones:
Departamento de Polícia da Mulher (DPMUL)
Avenida Alfredo Lisboa, 188 – Bairro do Recife
Fone: 81 3184 3568

Ouvidoria da Mulher do Estado de Pernambuco – Cidadã Pernambucana
Fone: 0800 281 8187

Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal
180

Central de Denúncia de Exploração Sexual e Tráfico de Mulheres do Governo Federal
100

Polícia
190